13 de dez de 2012

As validações "des'sentidas"


Validei-te numa quantidade infindável de conceitos
Revi as memórias e validei...
validei-te...vale...vale...valho...vale...valido...vales...não vales...
Espera! Valido?!

...Suspiro...

Acho que me encosto uma série de vezes a esta loucura.
Sento-me nela e deixo que me atravesse.
Esta subconsciente realidade
Esta consciente realidade.
Esta real realidade ou irreal ou esta,
Isto!
Isto que nos atravessa...
A ti não!
A mim...
A esta que te libertou... que fui eu.
Esta realidade liberta-me a mim dentro de uma prisão ordinária.

Ontem saí desta casa finalmente
Saiste dois anos anos antes.
É este o meu delay… dois anos depois de ti.
Afinal há uma lógica no meu caos,
Infortunia lógica que te segue os passos em delay.

Não sei se te apercebeste que deixaste a tua carteira no chão da sala no dia em que saíste.
Vi-a a cair enquanto apertavas os cordões das botas mas não pensei avisar-te
Passei por todas as fases enquanto te levantavas e saias...
Pensei que ias regressar para a levar...
Para me levares...

Mesmo que não fosses tu.

Alguém me levaria a mim e à tua carteira.
Alguém com a tua identidade no bolso de trás das calças.

"acho que não me esqueço de nada"

Acho que não.




3 comentários:

Anônimo disse...

Ora ai está mais uma aquisição de luxo. Valido. Mais uma forma de escrita com cunho muito próprio.Bem vinda Kraftalina!texto surpreendente

Pralguns

Sr. Mal disse...

Faço minhas as palavras do Pralguns. É, de facto, um texto belíssimo!

Sê muito bem-vinda à comunidade, Kraftalina. É um gosto muito grande poder conviver com a sensibilidade que já conhecia de 'outros equinócios' ;)


Mizuriel Kraftalina disse...

Ei! (Mizuriel cora) Obrigada!...só vi os comentários agora!
A honra e o prazer é meu de poder estar aqui no meio deste cabaret de talento vivo! ;)