3 de dez de 2009

Levantem-se muros

Tanta gente a queixar-se da existência de muros. Haja coragem para se dizer que há muros que fazem falta! O Muro de Berlim foi uma vergonha, ok! Mas foi uma vergonha porque ainda o é, porque dividiu pessoas que, à partida, estavam unidas. E em nome de quê? De um confronto de ideologias – comunismo versus capitalismo. Levantou-se um muro como quem faz um estudo de mercado e, por isso mesmo, não admira que o capitalismo tenha vencido…

Mas há feridas de guerra que precisam de tempo e compressas de muro para sarar. Levante-se um muro em Israel ou, se quiserem, na Palestina, se isso servir para estancar o sangue de inocentes. Deixe-se passar o tempo, - e acusem-me depois de fascismo quando vier a altura de deitar abaixo muros da vergonha. Mas, - lembrai-vos – enquanto houver muros na Irlanda entre católicos e protestantes e escassearem pedradas nos miúdos a caminho da escola; enquanto a Internet não provar que o tesão de uns é o tesão encastrado dos outros, a paz vale o que vale… isto é, a ausência de sangue derramado estupidamente.

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Um comentário:

Anatoly Zerka disse...

Caso não saiba o meu amigo, em Israel existe um muro de separação com a Palestina. Foi justamente erguido por Israel com o intuito de parar os atentados palestinianos. Mas como é de ordem publica o banho de sangue não parou, e tenho para mim que não vai parar tão cedo. A consciência humana, a intolerancia, o desrespeito e a burrice do homem, são muros mt mais fortes que os de pedra ou betão.