1 de dez de 2009

Carrousel des Morts ou o proto-manifesto para um carrossel com mortos

Caixa de música com bailarina no interior
Em película de terror…

Circo eremita
Cansado de público,
Compondo árias
Com tarefas diárias.

Senhores das clareiras herméticas,
Cientistas da fantasia,
Escultores de ferro velho
E nómadas dos cemitérios de fadas…
Dissidentes do orgasmo protocolado.

Todos os dias,
Uma bacia e uma canção.

O sol existe para aquecer frestas de luz,
E lamber os olhos dos monstros
Que espreitam pelas fechaduras
Dos baús.

Serpentinas de vento e mofo, entretanto assobiam,
Amarelas, vermelhas, azuis…

Vem depois o frescor e a noite.
As luzes acendem-se nos estendais de fio eléctrico
Como num pomar simétrico,
Cheio de lâmpadas.

Ouvem-se os primeiros acordes da afinação,
Electrocuta-se a realidade com a morte de um cão
E a magia acontece nas almas! –
Sem necessidade de palmas

.

2 comentários:

Bailarina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anatoly Zerka disse...

"Bom, muito bom, tantas crenças e sempre a mesma orientação..."
(refrão alternativo e provavelmente mt fraquiiiinho, que pode ter a ver com o da musica dos Yard Dogs e que tu tanto gostas).