4 de mar. de 2012

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Somos um bairro a arder
Eramos já um excesso de luz,
Mas só quando as chamas
Lamberam
a padieira dos nossos olhos
fomos o bairro que ardeu
nesse primeiro verso,
onde eramos, ainda,
um bairro a arder
Porque o desejo nasce
Ao ver-te
Vive no querer-te
Morre no ter-te
E o coração pulsa por um simples respirar
Quando o desejo
Já não alimenta o sonho
Nesse império de sonhos
De quem ama as nuvens que passam
Como amava o Charles…
…Baudelaire.
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Um comentário:

Sr. Mal disse...

Muito bem, amigo! Se isto fosse um petisco de se vender numa tasca negra, diria assim: - AQUI HÁ VÍSCERAS! hehe goooosto!