28 de jan de 2012

Primeira Pessoa do Singular

É por entre o calor do aconchego que realmente percebo
que o mundo não é mais que um carrossel de corda.
Roda-viva de emoções,
que se nos atiram à cara pela já abatida rotina
de dias sem notícia.
A felicidade tem mesmo um preço.
Aquele que a inveja não paga,
mas que o amor acarreta.
Ai, doce alegoria das memórias
- essa caixinha-de-música que não pára -
razão viva do meu inconsciente.
O sorriso de um vulto sem noção,
intemporal, fora do real,
esse retrato cliché do coração.
Tirem-me a melancolia,
como se tirassem a chuva à inocência do sentir.
Tirem-me a magia, matem o meu ser.
Desliguem a música.
Apaguem a luz.
E deixem-me adormecer,
nesse vazio do que não sou.
Porque tudo o que sou, voou...
e agora sou ninguém.
Não mais que alguém.

2 comentários:

Sr. Mal disse...

Seja muito bem-vinda, Miss LA!

Anônimo disse...

Muito obrigada Mr. Evil! ;)