16 de dez de 2011

Dia

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Acordo sempre nu.
Não há tecido que me pese
No desdobrar dos dias.

Em cada despertar
Choro
Como quem quer respirar.

Abro a janela.
E o mundo
É. para mim.
Harmoniosa dissonância
Escondendo seu fim.

Navego o dia
Com q.b. hipótese de naufrágio.
Torpe jangada de poesia!

Pelo descaminho
Descubro ilhas desertas
Onde me ecoa a voz,
E territórios povoados
Onde a vida não tem nós.
Sou em multiplicidade…
adulto criança velho
aldeia vila cidade.

À noite creio que adormeço.
e morre uma borboleta ou uma simples traça.

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