12 de fev. de 2012

Fragile

.

Fragile,
You’re like a summer breeze
In a coal mine canary’s heart…

These are hard times
And you spread your yellow wings
As if, on the top of a persimmon,
You’re innocently feeding yourself,
Shaking all my branches…

I’m like a bird too, you know?
Like those who run from a cage
But I’ve never, ever
Had someone like you
Whistling free
On my statue shoulder…

You tell me then
You feel like a flower
In a retro black and white world
And I slide trough the classics like a falcon
Or a kindergarten kid
Giving you all my ice cream for a smile…

Fragile, fragile…

.

11 de fev. de 2012

Like a Nuclear Dance

.

I’m like a dance
When a lonesome girl’s waiting for
A real man that will never come…

A bit of glue
With a smile
For broken hearts…

I feel free
And I feel paid
When we built along a funny dream…

It’s a shame!
Everyone’s looking at us
As if we’re a sold-out rainbow…

And we are!
Wrapped in a dream full of colors
Like fireworks,
Lasting for one more scratch in the sky…

Soon will come the morning breeze,
And we´re holding each other
As if a nuclear wind was about to erase us from mankind…

And it will!

.

10 de fev. de 2012

O Emigrante das Sensações

.

Nas tuas mãos de prata, amor, eu deponho o meu coração vencido
E parto!

Parto sem olhar para trás,
Como se nas costas de couro escuro do meu casaco a luz me empurrasse para um universo francês
Apátrida

Desmemoriado de história e de futuro, ao cimo da rua
Num quase silêncio que arranca à boleia, para sempre, como todos os ruídos que se desvanecem
Como um automóvel a que não prestamos atenção e que, possivelmente, não tornaremos a ver…

Nas tuas mãos de prata, amor, eu sepulto o meu coração à sombra do estandarte mais formoso do meu país
E parto para onde a vida se comece de novo, com um cigarro de avental, nas traseiras de um restaurante, aquando de ir levar o lixo…

Não me procures!
Chorar-te-ei várias vezes no balcão dos bares, provavelmente aos sábados,
Quando uma data qualquer me vier lamber uma orelha

E amar-te-ei sempre e também o nosso país
Porque falhamos os três!


.

A lonesome awesome frog

.

I’m a song
And I’m sliding like a knife,
Cutting threw…

You may lie about me
Like young kids do…
But can you hear my shoes
When I whistle our tears?

I’m tired of walking,
Don’t know how I’ve reached your place…

Can you love an awesome frog
As much you care about a lonesome dog?

Baby, i'm trying...

.

9 de fev. de 2012

Flipper Machine

.

Ela tinha muitas cordas a prendê-la!
Cordas de expressão,
De invenção…
Cordas de mexer
E de abrir mão…

Ela tinha um deus e cuspia agulhas para o céu
Para que Ele ou um outro menor
Puxasse ou melasse na sua língua,
Palavras…

Mas nada é certo quando o céu é turvo
E o diabo passa,
Esgaravatando o cu mesquinho…

Mas o diabo é só o recordista
Da flipper machine que Deus inventou…

.

8 de fev. de 2012

Walk on the dark side


Trago em mim a crueldade de uma certeza já esgotada. Percorro uma rua sombria de moléstia, carregada por uma dose de impudência. Um banco de ferro, outrora abrigo de uma alma pura, hoje referência solene de um pedinte. Um pedaço de infelicidade num jornal amarrotado, pobre cidade. Árvores nuas, amantes infiéis da verdade, espelhadas no retrato ambulante de um amor vazio. O que vejo não é o que sinto, é a tela dos meus olhos. Um lugar de rio, um porto de mágoa. Ao longe, uma janela entreaberta e um copo semi-vazio. O rosto de alguém escondido nas entranhas do perdão, essa grande ilusão. Levo a pintura do que não vejo no meu sentimento e sou feliz nela. Leve mundo intocável, desejo incomparável. E eis que o caminho continua… numa saga de sentidos, movidos pelo eloquente tic-tac do relógio de pulso de quem anda a meu lado. Faz-me lembrar que a vida não é assim vivida e ao invés da sua intemporalidade, esbofeteiam-nos com a sua realidade. Portas trancadas, sonhos abandonados, palavras entrelaçadas de ásperos discursos em vão, é triste esta dimensão. Pontas de tabaco chupadas, pedaços de garrafas de vidro amaldiçoadas, corrupto vício da solidão. Vejo almas penduradas e consciências plantadas, à espera que a luz esbatida da lua foragida lhes dê atenção. Mundo cão desmedido, onde nem um simples grito consegue ser ouvido. O ecoar da razão por entre os traços quase apagados de uma linha suja de ambição. Ao longe, a melodia da preocupação e da insatisfação, onde pequenas gotas de chuva caem ao chão, formando o enfadonho reflexo de um espírito com coração, pintado de negro, seco de afeição. 
Vulto sem emoção, cruel vida sem paixão, como quereis sorrir então?

Dragg On

.


Flag me your dreams
As if in a Sunday summer sundown
I could almost see them snowing
In sand…

I’m almost covered,
Running hands for a glass of wine…

Crucify me on your hotel arms
And leave me like a gentle God
By the piano bar…

.

5 de fev. de 2012

Jim Beam

Música d'alma
boca calma
espírito recheado
coração malvado;

razão-de-corda
que pobre ilusão
mundo taciturno
de um ser vagabundo.

You look glad

.

You look glad
On the rooftop of broken dreams
With a glimpse of breeze and salt in your eyes…

You’re fun
And you’re young.
Even your gun’s telling you not to,
Like a small kid voice
Grabbing your hand…

But the world’s too big to change
And you’re just a fly on the ocean,
Unable to change yourself…

You pull the trigger
As if you were warming
With your fingers
A serpent’s ass…

.

28 de jan. de 2012

Primeira Pessoa do Singular

É por entre o calor do aconchego que realmente percebo
que o mundo não é mais que um carrossel de corda.
Roda-viva de emoções,
que se nos atiram à cara pela já abatida rotina
de dias sem notícia.
A felicidade tem mesmo um preço.
Aquele que a inveja não paga,
mas que o amor acarreta.
Ai, doce alegoria das memórias
- essa caixinha-de-música que não pára -
razão viva do meu inconsciente.
O sorriso de um vulto sem noção,
intemporal, fora do real,
esse retrato cliché do coração.
Tirem-me a melancolia,
como se tirassem a chuva à inocência do sentir.
Tirem-me a magia, matem o meu ser.
Desliguem a música.
Apaguem a luz.
E deixem-me adormecer,
nesse vazio do que não sou.
Porque tudo o que sou, voou...
e agora sou ninguém.
Não mais que alguém.

16 de jan. de 2012

Ser feliz

.

Ser feliz é
ver todo campo semeado
na língua de uma tarde calma
os corpos esticados ao dia
as almas abraçadas à noite
e o universo a respirar
como um atleta portentoso.
Tanta vida e a morte…
É ridícula!
Porque tanta é a vida.

Estranho enigma em tudo que há.
Passeiam-se as horas pelos corredores
em pezinhos de lã, como crianças
a brincar aos invisíveis
Estupidamente visíveis!
Dão vontade de rir !
E a rir é que se é feliz!
Para ver todo campo semeado
dourar na língua de uma tarde calma
...
como um sussurro de amor ao ouvido.

.
.

13 de jan. de 2012


.

Quantos de vós estais num beco de saída, chorando contra um tijolo-burro o desgosto de estar perdido em labirintos? Não fostes vós que construístes esse muro! Porque desperdiçais nele a vossa sensibilidade? Porque vos tornais como ele, aos poucos, hirto e fechado?

Dinheiro!

Tudo se resume ao dinheiro. Se tivesses dinheiro poderíeis até arriscar ser felizes! Eu sei. Puseram o dinheiro no lugar do ser-humano porque o ser-humano tem coração e falha. E era preciso pôr no centro do mundo alguma coisa que não tivesse coração. Mas como a ‘natureza humana’ aspira ao Amor (que não compreende) encontrou, no dinheiro e no poder, a estratégia perfeita para se amar pelo avesso, com um coração de aço…

Deu em merda, não deu?

.