Escrevo numa tentativa de desprender um nó de garganta, talvez até com mais coração que cabeça, embora não considere patético o que quero dizer.
22 de nov. de 2011
Era uma vez um país sem gente que por isso não era um país mas um deserto abandonado...e só (sobreadjectivação pleonástica à moda de Paulo Portas).
Escrevo numa tentativa de desprender um nó de garganta, talvez até com mais coração que cabeça, embora não considere patético o que quero dizer.
24 de out. de 2011
Ultimate Sex Power Fest III - La Revolución
20 de out. de 2011
meio mundo a foder meio mundo
Anda meio mundo a foder meio mundo
Há meia dúzia de vagabundos a observar
Com olhos que teimam em brilhar.
São Homens nus
Que escondem no seu corpo um país
Onde ainda se pratica o verbo amar.
Estão-te a chamar!
Se com o cerrar dos teus olhos
Meio mundo conseguires engolir
Vais ouvir!
É o chamamento dos que lutam
para rasgar as roupas caras
de um tempo travestido de dinheiro.
Estão aí para te ensinar
A apaziguar
O desespero com que
Em diárias transfusões sanguíneas de alegria
Te transformas em refresco para cus
De mal disfarçados Belzebus
Grita a esses Homens nus lá ao fundo
que queres ir com eles
Antes que dobrem a curva do mundo.
Grita caralho!
Grita até sangrar!!!
Grita….
antes que…o des
pert
a dor
toq
ue pa ra ir es
tra
b
alh
ar…
18 de out. de 2011
No meio dos montes que ardem lá atrás
os cães que tentam morder a própria cauda,
os salmões mortos na contracorrente,
as moscas contra os vidros.
e ao fundo ardem os montes
vítimas das pirómanas discussões
onde se nomeiam
os velhos heróis e os novos vilões
e fecham-se os dias
em círculos perfeitos,
sem portas entreabertas
que espreitem para dentro de nós, (clareiras),
onde pousem desiquilibrados corvos
num ramo de árvore que nos sustém.
e tudo parece minguar, mirrar, secar.
e tudo que mexe parece parar
no meio dos montes que ardem,
la atrás no meio de nós.
4 de out. de 2011
Amanhã de manhã será tudo menos meia-noite e cinco
28 de set. de 2011
Escreve um livro, pá!
15 de ago. de 2011
A Morte e Eu
22 de jul. de 2011
Beerfest
Só agora reparei que, por trejeitos de uma infeliz Providência que não se quis relatada, ainda não disse coisas sobre o Wine Festival 2010!
Foi uma festa bem catita. As mesas estavam muito bem arranjadas… no início da festa. Depois foram-se entortando, levando-me a crer que o jogo de pés na genitália foi bastante agressivo. Não há relato de testículos vomitados por patadas mais vigorosas, pelo que se depreende que os estiletes mais possantes tenham atingido apenas o troço das mesas...
Estranho é o facto de não haver baptizados para breve. Afinal de contas, já passou meio ano! Mas nada parece ainda apontar para que as protuberâncias estomacais femininas se devam a mais do que um excesso de basulaque ou de polvo à lagareiro…
Mas o que lá vai, lá vai, e não vale a pena a gente estar para aqui a remexer no passado, até por vem aí outro carrego de elevada craveira: o Beerfest!
Ora, o Beerfest é uma festa muito conveniente e catita. No ano passado, estava lá uma rapariga bem jeitosa. Como andava ‘à carona’, reparei que ela tinha automóvel e uma traseira que qualquer homem gostaria de mandar para o seguro…
Fui ter com ela à beira da piscina e o diálogo foi mais ou menos este:
- Olá gostosa, posso ir-te… buscar um drink?
- Não, obrigada.
- E um sorvete?
- Também não.
- E uma sandes de leitão?
- Já disse que não quero comer nada. – disse ela a fazer-se difícil.
- Mas olha que isso é uma desfeita para o porquinho! Então andou-se a engordar o bichinho e ele ali à roda no espeto a levar com uma chibata de loureiro e tu… nem… nada?
- Não quero comer, não quero beber, só quero estar aqui sozinha a apanhar sol. Posso?
- Poder até podias, mas a Comissão Fabriqueira disse-me que no Beerfest ninguém pode ficar a seco…
E, nisto, encostei-lhe um pé a uma orelha e empurrei-a para a água. Bah! Eu ali cheio de salamaleques e boas intenções e ela a fazer-se de mula! Onde é que já se viu? Este ano, não vou tolerar este tipo de merdas! Estais avisados!
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